Nas memórias de casa, todos podiam dançar. Quando as meninas levantavam as mãos, sinos de prata tilintavam, r…
Nas memórias de casa, todos podiam dançar.
Quando as meninas levantavam as mãos, sinos de prata tilintavam, risadas sem fim—um som que nunca se extinguia.
Aynur adorava mais que tudo pulseiras de sinos. Com elas, podia dançar livremente, até a poeira a seus pés era doce como mel.
Depois, conheceu uma princesa mais deslumbrante que a lua. Mas quando a princesa caminhava, os enfeites em suas têmporas balançavam com o mesmo som agradável dos sinos—por que a princesa não estava feliz?
"Estes são passos-sonantes, não sinos de prata para dançar livremente." A princesa tocou as borlas douradas pendentes. "Eles me lembram do meu dever."
A pequena Aynur não entendeu. Pensou: se a princesa está infeliz, vou dar a ela meus sinos alegres.
A princesa se ajoelhou. Passos-sonantes dourados e sinos de prata tilintaram ao vento. "Sua alegria deve permanecer em suas próprias mãos." Ela devolveu os sinos ao pulso de Aynur. Amava o sorriso e a dança da menina, desejando que todos em Liangzhou pudessem viver em paz.
A jovem Aynur pegou os sinos e prometeu solenemente: ela sempre seria feliz, nunca choraria.